Mulher que diz ter matado filho rebate laudo do IML: ‘Não enterrei animal’

Laudo diz que ossos achados no quintal da casa da lavradora são de cachorro.
Delegado não descarta que jovem esteja vivo e deve pedir novas escavações.

Do G1 Ribeirão e Franca

A lavradora que diz ter matado o próprio filho e escondido os restos mortais no quintal de casa, em Terra Roxa (SP), nega que tenha enterrado um cão no local, como aponta o laudo do Instituto Médico Legal (IML) solicitado pela Polícia Civil. “Eu não enterrei animal”, disse.

Suzi Amâncio Vieira, de 53 anos, procurou a polícia em abril do ano passado para confessar que esfaqueou e matou Régis Custódio de Oliveira, de 24 anos, em maio de 2012, porque era constantemente estuprada pelo jovem.

A mulher ainda contou que enrolou o corpo do filho em um cobertor e enterrou no quintal. Suzi disse que, três meses depois, desenterrou os ossos, queimou e colocou os restos mortais novamente na mesma vala.

Ao Jornal da EPTV, Suzi afirmou apenas que soube do resultado da perícia, mas não leu o laudo do IML. A lavradora não quis comentar a morte do filho, explicando que, por orientação da polícia, só falará à Justiça. Entretanto, disse estar aliviada.

“Pode acontecer o que acontecer, pode vir o que vier, estou aliviada. Aquele sentimento por quatro anos, que eu guardei, eu coloquei para fora e estou aliviada. Não importa o que venha agora”, declarou.

Suzi afirma que matou e enterrou o próprio filho em Terra Roxa, SP (Foto: Reprodução / EPTV)Suzi Amâncio Veira diz que matou e enterrou o próprio filho no quintal de casa (Foto: Reprodução / EPTV)

Investigação
Para o delegado Emerson Abade, as novas informações mudam os rumos da investigação. Suzi deve prestar um novo depoimento, assim como familiares e vizinhos, que já haviam declarado nunca suspeitarem do crime.

Abade afirmou que não descarta a possibilidade de Oliveira estar vivo, apesar de a família não ter notícias sobre ele desde maio de 2012, quando a mãe diz ter matado e enterrado o corpo do jovem. Novas escavações também devem ser realizadas na casa da lavradora.

“A prioridade é achar o Régis. Existe a chance de ele estar vivo, já que não encontramos o corpo. Vamos fazer buscas junto a alguns órgãos para verificar se ele fez uso de algum serviço que possa nos levar ao local onde ele se encontra, se é que está vivo”, disse.

Investigadores encontraram fragmentos de ossos no quintal da casa da lavradora (Foto: Reprodução/EPTV)ILaudo do IML apontou que ossos são de cachorro, e não do filho da lavradora (Foto: Reprodução/EPTV)

O caso
Suzi contou à polícia, em abril do ano passado, que matou o filho em 9 de maio de 2012. Em depoimento, a mulher disse que tomava banho, quando foi surpreendida pelo filho com uma faca. A lavradora responde ao inquérito em liberdade porque não houve flagrante.

Ainda de acordo com a polícia, Suzi disse que era constantemente estuprada pelo jovem e que não havia registrado boletim de ocorrência sobre o desaparecimento do filho porque contou a familiares que o rapaz estava viajando.

Durante escavação, investigadores encontraram fragmentos de ossos e dois dentes, além de pedaços de tecidos, que seriam das roupas usadas por Oliveira. Os restos mortais foram encaminhados ao IML, mas o laudo apontou que se tratavam de fragmentos de um cão.

O delegado afirmou que o jovem tinha antecedentes criminais e, de acordo com o relato da mãe, era usuário de drogas e misturava medicamentos controlados com bebidas alcoólicas, o que o deixava agressivo.

Investigadores encontraram fragmentos de ossos no quintal da casa da lavradora (Foto: Reprodução/EPTV)Investigadores encontraram fragmentos de ossos no quintal da casa da lavradora (Foto: Reprodução/EPTV)

 

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