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Temer pede a AGU que solicite quebra de sigilo de lista de Janot

Com medida, presidente quer evitar que todos os integrantes de sua gestão sejam postos sob suspeita de envolvimento esquemas investigados pela Lava Jato

© Beto Barata/PR

POLÍTICA LAVA JATO/POR FOLHAPRESS

O presidente Michel Temer informou nesta quarta-feira (15) que solicitou à AGU (Advocacia-Geral da União) que faça um pedido formal ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin para que quebre o sigilo de todos os servidores do governo federal incluídos na lista de pedidos de investigação da Procuradoria-Geral da República.

A intenção do presidente em formalizar o pedido foi antecipada pela Folha de S.Paulo e foi relatada por ele a assessores e auxiliares e a senadores presentes em jantar promovido nesta noite, no Palácio do Alvorada, com a bancada peemedebista, em uma tentativa de se reaproximar do líder do partido, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Ao realizar a solicitação, a intenção do presidente é evitar que, por conta da falta de publicidade dos detalhes das acusações, todos os integrantes da administração peemedebista sejam colocados em suspeição, atrapalhando a elaboração de uma estratégia de defesa e afetando o andamento normal da pauta administrativa.Ao todo, seis ministros já foram confirmados na lista elaborada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot: Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral), Gilberto Kassab (Comunicações), Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Bruno Araújo (Cidades) e Marcos Pereira (Indústria).

No jantar, senadores peemedebistas também criticaram o vazamento “a conta gotas” dos nomes dos pedidos de inquérito e defenderam que a Suprema Corte quebre o sigilo de todos, evitando que se crie o que foi chamado de “clima de receio” no país.

A avaliação feita é que a divulgação parcelada prejudica tanto o Executivo como o Legislativo, criando o risco de afetar o ritmo de funcionamento dos dois poderes e, assim, “paralisando o país”.

O jantar promovido no Palácio da Alvorada foi realizado a pedido de Renan Calheiros, que defendeu ao presidente um encontro de confraternização dele com a bancada peemedebista.

No final, contudo, o encontro serviu mais para uma reaproximação entre Temer e Renan, que criticou nesta quarta-feira (15) a postura do Palácio do Planalto no debate da reforma previdenciária.

Na tribuna, o senador afirmou que o Palácio do Planalto “precipitadamente já inviabilizou a reforma da Previdência”. “O Brasil todo está nas ruas. Votarmos exatamente hoje a urgência para essa matéria é um preço que não podemos pagar. É no mínimo um equívoco político”, disse.

Para amenizar o clima com o correligionário, Temer fez questão de se sentar na mesa de Renan e, em brinde, fez afagos públicos ao peemedebista.

Segundo relatos, ele chamou Renan de “líder-presidente” e lembrou de sua atuação durante a madrugada para a aprovação da proposta do teto de gastos públicos, no final do ano passado.

Além de Renan, Temer fez questão de se reaproximar da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), que defendeu a ex-presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment. O gesto de convidá-la ao jantar teve como objetivo sinalizar a disposição de tê-la como aliada na bancada peemedebista. Com informações da Folhapress.

 

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