Eritema infeccioso: conheça a doença confundida com a dengue e o sarampo

Eritema infeccioso: conheça a doença confundida com a dengue e o sarampo

Eritema infeccioso: conheça a doença confundida com a dengue e o sarampo

Ele se confude com a dengue e, às vezes, com o sarampo. Estamos falando do eritema infeccioso (parvovirose B 19), doença que caracteriza-se pela presença de manchas vermelhas no corpo e a cada dia vem fazendo mais vítimas.

Você deve se perguntar, então, como diferenciar o eritema infeccioso da dengue.

Normalmente, quando a dengue está no início, a pessoa tem sintomas como dores musculares, retroocular e nas articulações, sendo as dores musculares as mais intensas. Além disso, as manchas vermelhas normalmente aparecem depois do período de febre. Já na parvovirose, as dores articulares são mais comuns, sobretudo nas mulheres, que também apresentam inchaços. Os sintomas iniciais podem ser diarreia, vômito, manchas vermelhas e febre baixa.

Apesar dos sintomas, a diferenciação não é fácil, mas o aparecimento das manchas vermelhas podem ser um sinal, já que na dengue o início da vermelhidão é no corpo e na parvovirose aparece primeiro no rosto. Uma das formas de diagnosticar com mais precisão é através dos exames laboratoriais, com sorologia do parvo vírus B19.

Gestantes em alerta

É preciso, também, muita atenção para os cuidados que as gestantes precisam ter, porque o eritema infeccioso pode ocasionar uma crise aplástica transitória, quando há um bloqueio na produção de hemácias na medula. A partir do segundo trimestre de gestação, pode causar anemia fetal.

Principais características

– Dor de cabeça

– Vômito

– Diarreia

– Coriza

– Sintomas de gripe

– Manchas vermelhas na pele

– Febre baixa

– Dores articulares e inchaço (principalmente nas mulheres)

Transmissão

O vírus é extremamente resistente ao meio ambiente e aparece mais no período de inverno ou quadra chuvosa, por causa do maior contato entre as pessoas e a mudança climática. A transmissão pode ser através da saliva e objetos manipuláveis, como maçanetas, telefones, canetas, corrimão.

O período de maior transmissão é quando aparecem os primeiros sintomas, mas eles podem ser confundidos com outras doenças.

Na fase em que as manchas vermelhas aparecem o contágio é menor, mas, como ainda há o risco, o ideal é não ter contato com outras pessoas, principalmente grávidas e crianças, pelo menos até que a vermelhidão desapareça. O período de evolução da doença é em torno de uns 4 ou 5 dias, mas, dependendo do caso, pode demorar um pouco mais.

Faixa etária mais atingida

As crianças são as mais atingidas por causa da forma de transmissão, tendo em vista o contato com outras crianças e objetos contaminados através de saliva.

Os sintomas são diferentes em crianças e adultos. Geralmente as crianças começam a ter febre e, com ela, aparecem os sinais de vermelhidão no rosto.

As bochechas ficam mais vermelhas – com padrão redilhado – e palidez ao redor da boca. No adulto, as manchas não são tão específicas e podem aparecer com pequenos pontos vermelhos.

Tratamento

Não tem vacina e o tratamento é repouso, hidratação, e medicação, como paracetamol e dipirona, para reduzir os sintomas de febre e dores.

Prevenção

A prevenção é a parte mais difícil, já que o vírus é resistente e a forma de transmissão é rápida. A recomendação é que quem começar a apresentar os sintomas, fique isolado para evitar o contágio de outras pessoas.

 

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